• Confraria Da Folia

A união das estandartes

Grupo oriundo do whatsapp ganha outros espaços e cria rede em prol da arte.


Se fosse para elencar um símbolo do carnaval gaúcho, sem dúvidas, a porta-estandarte estaria na ponta da lista. Inicialmente conduzido por homens, foi nas mãos das mulheres que o estandarte fez história. Ele entra na frente, o primeiro pavilhão a pisar na avenida, anuncia a "tropa" que vem logo atrás. Ele é valente, aguerrido, altaneiro, mas sem nunca perder a graciosidade. Já foi conduzido de maiô, mas seu charme é com as saias...


A porta-estandarte, que em décadas atrás garantia nota para as escolas na apuração, hoje é apenas quesito obrigatório, em respeito à tradição. E foi também por esse respeito que surgiu o grupo Estandartes RS, formado por portas-estandartes de diversas gerações. Uma das organizadoras, Fernanda Gomes (1ª porta-estandarte do Estado Maior da Restinga) explica que o grupo pretende, além tratar da valorização do quesito, apresentar as referências da dança.


"Estamos criando um cronograma, onde vamos divulgar as estandartes que estão dançando ainda, as estandartes mirins e também aquelas que fizeram história e que hoje não estão mais dançando, como Onira Pereira, Rosalina Conceição, Nara Mattos, entre outras", conta.



O grupo planeja, ainda, ações fora das redes sociais, com o objetivo de estudar a história da porta-estandarte, promover encontros e palestras para falar sobre o quesito. Quem deseja conhecer o grupo no Facebook, pode clicar AQUI.