• Confraria Da Folia

"A Vila que vocês pediram a Deus!"

O trem da alegria vai comemorar seus 40 anos de avenida em 2020




Foi com grande festa na tarde do último domingo, 8, que a União da Vila do IAPI apresentou à comunidade seu enredo, samba e demais novidades para o carnaval 2020. "De Azul, Vermelho e Branco, eu Sou a Vila que Vocês pediram a Deus" é o título do enredo que contará os 40 anos de trajetória da escola que ganhou a alcunha de ser a mais simpática do carnaval. O tema é de autoria de Luiz Augusto Lacerda e Vinícius Brito. Sérgio Guerra, Zeca Suwinguinho, Chico Passos e Luiz Augusto Lacerda são os carnavalescos.


Na festa, que aconteceu no barracão da LIESPA, no Porto Seco, o público pode conhecer um pouco do que a Vila levará para a avenida no próximo carnaval. O samba é de autoria de Rafael Tubino, Thiago Sukata, Diego Bodão, Victor Alves, Diego Brambila, Jadson Fraga, Marcel da Cohab, Thiago Meiners e Caco Rabello, que é também um dos fundadores da escola. À frente da bateria, Giovanni Góis assume o posto de rei, enquanto Tays Santos recebe o título de madrinha. Entre as diversas atrações da festa, a apresentação do Estado Maior da Restinga como escola convidada.


Fábio e Nathally conduzem o 1º pavilhão da Vila em 2020. Foto: Tondy Guedes / Tamu Junto RS

Confira a sinopse e a letra do samba 2020 da União da Vila do IAPI.


"De Azul, Vermelho e Branco, eu Sou a Vila que Vocês pediram a Deus"


Logo oficial carnaval 2020 União da Vila do IAPI. Foto: Divulgação

Justificativa do Enredo


A Escola de Samba comunica-se de quatro formas:

- Através de um tema enredo, na energia desencadeada por um ritmo, pela vibração das vozes e, pela eloquência dos gestos.


A Associação Recreativa e Carnavalesca União da Vila do IAPI é samba, por essa razão comunica-se simpática e cortês pedindo passagem para desfilar o enredo "De azul, vermelho e branco eu sou a VILA que vocês pediram à Deus!". Impulsionada pela comemoração dos seus 40 anos de existência, a Direção de Carnaval e a Direção de Arte da Escola elegeram para apresentar no carnaval do ano de 2020 um tema dotado de uma forte carga emocional intimamente ligado à sua identidade, promovendo o resgate de suas origens em uma narrativa poética e reveladora.


O título do enredo é inspirado no samba de exaltação intitulado “A Locomotiva do Lazer”, composto pelo poeta Jorge Ramos. Ofertando o poema à alegria contagiante da Vila, como carinhosamente a Escola é chamada, o entusiasmo lhe sorri quando o verso “Tu és a Vila que pedi à Deus” é entoado como agradecimento em oração.


Fazendo uso de licença poética a Vila entendendo que no alto de seus 40 anos possui a mágica capacidade de assumir a forma que desejar, apresenta-se então como uma encantada Locomotiva – símbolo máximo da Escola de Samba que estampa suas bandeiras e estandartes – e como uma eufórica Colombina, evidenciando em cada frase desta sinopse a fantástica entidade condutora do enredo.


As cores que colorem os pavilhões da Escola surgem como pano de fundo, declarando-se em suas essências, expressando suas simbologias e os sentimentos extremos que despertam em cada um de nós. Transparecendo ser fortes influenciadoras, despem a alma, a história e os mistérios da vida. O vermelho “explode”, o azul “derrama-se” e, o branco “acende”. Quando as cores se encontram formando o pavilhão tricolor, a história da Vila é reverenciada e seu Jubileu de Rubi é comemorado.


Sem a pretensão de ser um enredo biográfico, a Vila dotada de poderes mágicos desliza pelos trilhos desenhados pela imaginação e, na velocidade da luz retrocede no tempo para narrar sua história envolta a lembranças. Visitando o passado remonta sua gênese rememorando fatos marcantes, enaltecendo os vultos históricos que contribuíram para a sua formação, passageiros do vagão Saudade. Celebrando a chegada da maturidade ao celebrar os seus 40 anos de história e de maciça contribuição para a cultura popular, afirma ter se tornado um imponente Trem, reunindo ao longo desse tempo grandes bagagens quando visitou as muitas das suas estações. Ao concluir sua exibição a personagem principal declara-se uma foliã atemporal seguindo em uma viagem é infindável.


Com este enredo reafirmamos que a Escola de Samba é um lugar que cultiva a sensação de pertencimento em seus adeptos, polo sociocultural que por sua espontânea afetividade acolhe a todos. A palavra UNIÃO exalta valores tão fortes e indissolúveis tais como a amizade e o respeito, norteando e fortificando a existência dessa instituição criada para celebrar a vida e o amor na avenida, fantasiando a realidade, fazendo dos fascínios oníricos um eterno carnaval. Essa é a VILA que pedi à Deus!


Sinopse


Prelúdio de uma viagem infindável


É... Chegou a hora!

O badalar do sino e o bradar do meu apito, que se confundem com a sirene que vibra na concentração, ecoam para anunciar que é chagada a hora de partir. A emoção, combustível que me impulsiona, se agiganta e faz morada em minha caldeira. Já passaram-se tantos anos e a sensação é a mesma de quando realizei minha primeira viagem.

E lá vou eu!


Lá vou eu com a minha simpatia, numa euforia sem igual, pintando, bordando e sambando por sobre os trilhos da vida, rumo a mais uma incursão em um mundo onde fantasia é sonho, mistério e emoção.


No “Tchec Tchec” vou por esse mundo afora e, driblando a tristeza vou afastando o mal pois em mim só cabe a alegria que eu plantei um dia com o dom do amor.


Sou a força, sou a vida, sou chegadas e partidas. Sou a máquina que abarca os mais belos sentimentos. Sou Colombina encantada envolta ao deslumbramento da fricção e ao fascínio da emanação que, unem-se formando uma aura inebriante e avassaladora. Sou Porta Estandarte dengosa e elegante que flutuando sobre os confetes e serpentinas, vaidosamente ostenta a flâmula bordada com as cores que tatuam minha alma. Sou a epopeica Porta Bandeira resplandecente a desfraldar meu manto ao sabor do vendo, lançando luz às cores que tingem minha fiel identidade.


Minha bandeira promove a união de três cores distintas de forma harmoniosa. Muito mais do que fios tramados e matizados acendendo o lábaro, é o despertar de sentimentos que revelam-se ao se apoderarem da avenida...


O revelar das cores


Explode o VERMELHO!

Sob a luz do luar, firmando o ponto na encruzilhada. Na gargalhada a ecoar, na magia em transe na gira. É o séquito profano do Povo dono da rua abrindo caminhos...

Em sangue apossando-se e lançando-se efervescente nas veias, ao colorir a carne.

Na cadência do meu coração que pulsa forte feito a marcação do Maracanã...

Apresentando-se sob os tons fortes da paixão, sentimento arrebatador que se declara em todo o seu ardor nas pétalas aveludadas de uma rosa encarnada.

Na sedução que fascina e que envolve no encanto atrativo da dança...

No florescer do fruto tropical de gosto picante, inconfundível e marcante tal qual um beijo saliente.

Escarlate que brilha em ardentes labaredas que formam o lago do fogo, morada do Príncipe das Trevas.

Inflamado na cor do fruto proibido que maculou o paraíso e apresentou ao homem o pecado.

No abrasar dos olhos que lançam a raiva feito um vulcão em erupção.

Nas vestes, na energia e na sabedoria de Amitabha, o “Buda Vermelho” que instrui todos os seres que buscam alcançar o equilíbrio espiritual.

Na preciosa gema mineral a fulgir nos veios e que, lapidada a raridade cobiçada pronuncia-se como Rubi, venustidade que designa meu jubileu.

No revoar da fauna brasileira manifestando-se na exótica Arara que, com sua plumagem exuberante orna o orgulho e respeito dos povos indígenas, tal qual uma aura a cingir as cabeças daqueles que marcam seus corpos com o pigmento natural extraído do urucum.

Comovendo a maior torcida do Sul do país que vibra a cada grito de gol, fazendo tremular bandeiras que ostentam a devoção ao Colorado, Time do Povo.

Tecendo com pompas o tapete que é estendido para que a mais alta nobreza e às celebridades desfilem seu prestigio sob as reverencias de seus súditos, ou sendo aclamados pelo forte aplauso de seus admiradores.

Reafirmando sua importância em fortes significados na formação de civilizações, servindo de bastião para muitas culturas, mantendo vivos os simbolismos como pilares do folclore em suas muitas manifestações.


O acentuado Vermelho no auge de seu espetáculo acalorado, cede passagem para a também primária, porém celestina cor, exibir-se em toda sua vivacidade...


Derrama-se o AZUL!

Fazendo-se inspiração ao confessar-se em todos os seus tons, do translucido Ciano ao supremo poema Royal em meu manto que, suavizando-se recita os versos Anil, Turquesa, Celeste, Bebê...

Agitando-se em ondas torna-se arroubo para quem nele mergulha, sendo envolto pelas maravilhas de um cenário invulgar e misterioso.

Quando o som dos tambores e o enternecer dos clarins ecoam tangendo as águas, despertando a encantaria que exibe-se em total afluência. Imponentes, surgem a africana Iemanjá e o romano Netuno, lendária divindades que reinam em seus castelos erguidos com areia, conchas e corais, cortejados por seres fantásticos que povoam o nosso imaginário.

Abundante que acolhe a fascinante fauna flutuante e a flora em toda sua exuberância, que alimenta e sacia a sede da humanidade.

No beijo idólatra que amplia os limites da vida quando o horizonte encontra as águas e juntos tornam-se infinitos...

No descortinar de um novo dia em um véu celestino, iluminado pelo raiar do astro que faz o trinado despertar a vida.

Vestindo a noite com a mantinha do tom mais apurado e bordada de estrelas, onde a lua se insinua em suas mágicas silhuetas, contemplado com as melodias entoadas pela boemia enamorada.

Ao soprar o vento que sustenta o pairar dos pássaros e das pitorescas borboletas

No manto aveludado e bordado de fé que cobre Nossa Senhora no sacro altar.

Na nuance que colore o Planeta Terra quando no espaço o homem o avistou.

No sangue “Nobre” do Faraó que acreditava na cor das águas do Nilo, ou no sangue dos Fidalgos de pele onde as veias destacavam-se.

Ao entregar-se de corpo e alma ao Imortal Tricolor, na certeza que até iremos com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

Na valiosa Safira que incrustada em um anel é ofertado ao Compositor... eis o anel de Bamba.


No extravasar dos sentimentos o extremo curva-se à harmonia. Acalanto, cor que alcança a tudo aquilo o que a luz tocar e que tudo abarca...


Acende o BRANCO!

O princípio... Fez-se luz em uma divina criação.

Expandindo-se rompendo todas as barreiras, da união de todos os tons se faz claridade.

Na fonte nutritiva ofertada pela fêmea... Materno ao jorrar dos seios que alimenta e protege.

Tornando o cereal quando cozido, alimentando mais da metade da população humana... Chuva na porta da igreja desejando prosperidade a quem uniu-se por amor.

No espetáculo glacial que cobre os campos e as montanhas... Flocos que a inocência esculpe e dá vida.

Na pureza traduzida na veste e no longo véu rendado que cobre a noiva a caminho do altar.

Refletindo no axó de Oxalá que coberto pelo seu Alá caminha apoiando-se em seu Opaxorô.

Na grande alma de Gandhi que trajando simplicidade caminhou em busca da verdade e contra a violência.

Iluminando o voo do fascínio alado que se agiganta quando abre suas asas e ganha o horizonte no cessar da guerra, quando na trégua suspende a bandeira alva e imaculada anunciando a soberana paz.


Estendi minha bandeira nesta avenida declarando-me na explosão da paixão, encontrando o derramar da força criadora a qual me impulsiona a agigantar-me no acender da harmonia, aliança que emoldura meu brasão revelando minha identidade.


Uma viagem ao passado: Desde 1980 viajo pelos trilhos da vida...


Em meu peito, caldeira viva, inflama o desejo de evidenciar minha história, abraçar-me ao passado relembrando tudo o que vivi com emoção. Cheguei até aqui sem precisar fazer uso de veredas... Desfilando meu charme sem pressa sobre os fios de aço que continuam traçando meu caminho. São esses caminhos que me trouxeram ao encontro das mais felizes recordações e, que me fazem aventurar-me no sentido de vir ao encontro de todos para contar-lhes minha trajetória.

Senhoras e senhores passageiros, nobres sambistas!

Por gentileza, tomem seus lugares e apertem os cintos pois iremos seguir a viagem!

Fechem seus olhos e deixem que minha perfumada fumaça os envolva, permitindo-me que os transporte para um passado não muito distante...


A névoa balsâmica se dissipa fazendo claro o cenário introdutivo, anunciando nossa chegada ao destino. Apresenta-se a gênese, amado torrão que ostento como nome: Vila do IAPI.

Foi aqui nesse chão que tudo começou...


Ao trilar do apito do Árbitro a bola rola no gramado do campo Alim Pedro!

O ano era 1978... Remonta-se diante da minha retina a escalação do “Underberg”, o time de jovens moradores do bairro que reuniam-se para brindar a vida e a amizade. Certo dia, os esportistas foliões em um lampejo decidiram que no carnaval iriam ganhar a Perimetral rememorando a Banda “Os Tesouras”, Bloco Humorístico de desfilou nos coretos na década de 1960, a “nova-velha” Banda foi um arroubo ao desfilar nos carnavais dos anos de 1979 e 1980 apresentando muitos integrantes e uma Bateria que despertou a atenção de todos. Em sua coluna no matutino Zero Hora, o jornalista Roxo escreveu: “BANDA COM BATERIA DE ESCOLA DE SAMBA. NOTA 10 PELA ORGANIZAÇÃO! O PESSOAL DA VILA VAI LONGE!”.

Em sua breve consideração teria ele intuído um grande acontecimento, pois realmente os “Guris da Vila” não pararam...

Então em 21 de março de 1980 eu nasci...

Entusiasmados, meus pais me conceberam e me batizaram como Unidos da Vila do IAPI, deliberando que as cores verde e branco iriam colorir minha representação. Foi então que originaram essa fantástica máquina de ilusões chamada de Locomotiva.

O nome Unidos foi substituído pelo União, deixando cada vez mais explicito a ligação de esforços e pensamentos consagrados pela amizade para o bem comum.


Sob a batuta do “Comandante da Marinha”, meu Patrono Wilson Guedes e do “Morobixaba Miralutu”, o Índio Caeté Hélio Dias, a Tia Irene costurou e bordou com muito esmero meu primeiro manto para que em 1982 eu desfilasse pela primeira vez como Escola de Samba no Grupo III, cantando com muita alegria o enredo “Esplendor amazônico”.

Por ter minha alegria comparada com a de minha carioca Madrinha União da Ilha do Governador, meus pais decidiram vestir-me com as suas cores, trocando o verde pelo Azul e pelo Vermelho. Assim tornaram-me tricolor!


O tapete gramado do campo Alim Pedro, emoldurado pelas copas das frondosas arvores, acolheu-me como casa e nesse lugar aprendi a dar meus primeiros passos. No ecoar da primeira batida do surdo o terreiro era ocupado por todos os moradores do bairro. Quando novamente levaram-me para a avenida para memorar a “Festa no jardim”, conquistei minha primeira vitória.


Colocaram-me por sobre os trilhos da vida e no embalo de quem deixa de engatinhar aprendendo dar seus primeiros passos, com o passar do tempo fui ganhando força, tornando-me motivo de orgulho para todos aqueles que me alimentavam com carinho, combustível de inestimável valor que me impulsionou a seguir firme...


Aconteceu tudo muito rápido, as transformações sucederam-se de forma tão natural que pouco senti minha ascensão. Minha pouca idade e minha alegria contagiante conquistaram muitos admiradores, rendendo-me o título de “A simpatia do Carnaval”. Comigo surgiram novos talentos e juntos estampamos muitas vezes as páginas dos noticiários, anunciados como gratas revelações. Vivemos momentos prazerosos e gloriosos, vestimos muitas fantasias e cantamos extravasando os melhores sentimentos.


Então os trilhos perderam-se no horizonte e por eles eu viajei, trilhei caminhos pelo mundo e hoje voltei para dizer que ao longo dessa jornada cada estação percorrida tornou-se um vagão e, eu que nasci uma Locomotiva passei a ser um Trem., o Trem da Alegria. Muitas vezes perdi as forças, fato que me fez sentir o suor da labuta, luta que nunca imaginei. Mesmo assim nunca interrompi a viagem pois minha vontade de vencer o desbotar dos sonhos sempre foi maior.


Retorno do passado trazendo comigo um vagão chamado Saudade... Nele estão os vultos míticos que incendiaram minha caldeira, meus sonhos e minha gratidão. Aqui estou honrando todo carinho desmedido dedicado à mim!


Chegou o carnaval!

Na voz do cantor que encanta, no girar da mãe Baiana, no samba frenético dos passistas e no folião que vibra preso ao último fio do alambrado eu comemoro a chegada da minha maturidade. No alto dos meus 40 anos possuo a mágica capacidade de ser o que eu quiser, principalmente uma bela e esfuziante Colombina tão alegre, cortês e simpática do que quando iniciaram-me nessa festa. Sinto que ainda restam muitas coisas para retratar sobre o Azul, o Vermelho e o Branco que tocam muitos corações e, por essa razão minha viagem é infindável...

Continuo sendo o elo, cultivando a sensação de pertencimento, o amor e principalmente a união.

As ruas e alamedas da Vila do IAPI não possuem trilhos, ainda assim eu continuo brincando, flutuando por sobre as pedras e, quem me tem tatuada em sua alma ainda escuta o meu apito que se confunde com o eterno trinado de Elis...

De azul, vermelho e branco eu sou a VILA que um dia o poeta pediu à Deus!


Proposição do Enredo: Jorge Sodré

Organização: Luiz Augusto Lacerda e Vinicius Brito

Argumentação/ Adaptação: Luiz Augusto Lacerda


Dedicatória

Dedicamos este enredo a todos aqueles que depositaram um punhado de amor, de alegria e de perseverança na construção de um grande sonho real que recebe o título de União da Vila do IAPI.

Esse enredo é mais que uma declaração de amor... É uma singela homenagem aos grandes foliões visionários que impulsionaram a Locomotiva a deslizar pelos trilos da avenida, presenteando ao Carnaval de Porto Alegre a simpatia e a alegria em cortejo.

Aos que permanecem presentes fisicamente e que fortalecem a Vila nesse carnaval significativo, aos que tornaram-se vultos míticos e que deixaram seus nomes marcados nessa história... Nós os reverenciamos e ofertamos o carnaval de 2020 a vocês junto aos nossos corações. Todos estarão a bordo da linda Locomotiva que permanece com seu peito caldeira em chamas...


O SAMBA DA VILA PARA 2020

Vila, estendo o tapete pra você passar Tão linda... Rubra, encarnada, chama ardente Reflete a justiça e a coragem No sangue que corre na veia da gente E no azul deste mar Vi as ondas bailar, o céu namorar Das lendas que emergem das águas Nossa senhora vem me abençoar


Clareia ô, clareia

Ilumina o meu destino

Com a luz do seu axé

O candeeiro acende a proteção dos deuses

Renasce o bem na devoção de cada fé


Nas tuas cores fiz a minha identidade Quarenta anos de desfiles imortais “Parte o trem da alegria, rumo a estação da paz" “Brotou a mais linda flor” A voz embargou, mas eu não vou me calar Vila... "Os teus guris" sempre contigo na avenida, Até hoje semeando a poesia, que faz a lágrima rolar Reluz em azul, vermelho e branco A emoção de quem veste esse manto Não dá pra comparar


Meu grande amor, paixão da minha vida

Pra sempre vou te amar

No Trem da Zona Norte

Sou mais um filho teu

É a Vila que pedi a Deus


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