• Confraria Da Folia

Dia da Terrinha tremer!

Festa da bateria dos Tinguerreiros promete agitar quadra da tricolor da zona sul neste sábado. Saiba um pouco mais do trabalho dos ritmistas da Restinga.


(*) Por Pedro Linhares

Em uma importante data e como pede um bom aniversário, a bateria da Estado Maior da Restinga realiza mais uma edição da sua super festa. A escola, que com a saída do grande Mestre Guto, apostou em manter o legado do antigo mestre e nas pratas da casa, criando um novo formato de liderança dos ritmistas.


Sob a batuta de Anderson Lima – o Kiko, Anderson Xilico e Elivélton Pereira, Os Tinguerreiros inovam com um trio de Diretores no seu comando de abnegados pelo Cisne. E, confessam ainda, manterem o desejo de ter seu grande líder de volta ao seu posto. Mantendo a mesma estrutura, estilo e levada de instrumentos já conhecido por todos, o grupo prepara hoje, em sua quadra, um grande evento. O Confraria conversou com um dos diretores, Elivélton, e você confere como foi esse bate-papo.


Anderson Lima (Kiko), Anderson Xilico e Elivélton, os diretores da bateria do Estado Maior da Restinga. Foto: Arquivo pessoal

Confraria da Folia. Conte um pouco de sua trajetória como ritmista. Você sempre sonhou em estar no comando de uma bateria?


Elivélton Pereira: Sou Elivélton, tenho 20 anos. Eu iniciei como ritmista muito pequeno digamos com uns 6 ou 7 anos numa instituição (CPM) hoje chamada (CPIJ) onde eu fazia percussão, lá o Guto foi um dos professores que deram aula. Em 2006 o ano que o enredo era sobre OAB com 8 anos eu comecei a tocar na bateria da Restinga e estou até os dias de hoje ou melhor até o fim da vida. Uma bateria que amei desde de pequeno, passei pela Bateria Mirim e hoje faço parte da direção, coisa que jamais poderia imaginar. Quando pequeno imaginava, criava situações, mas isso por ver e admirar os "mestres" coisa de criança, mas o sonho de ser um mestre. Ao meu ver isso é muito complicado, tem que ter responsabilidade, paciência e acima de tudo lidar com todos os tipos de pessoas, situações internas e externas.


Confraria: Como você vê o atual cenário das baterias de Porto Alegre? O que tem de mais positivo e o que poderia melhorar?


Elivélton: Vejo dois grandes aspectos positivos: é de um ajudando o outro, essa união é muito boa para nós carnavalescos e a luta de todos pelo mesmo ideal, que é o nosso carnaval.


Confraria: Qual o maior desafio de estar em uma escola de ponta? Criar uma identidade com a escola requer quais características básicas?


Elivélton: O maior desafio de estar em uma escola de ponta é a visibilidade que no meu caso a Estado Maior da Restinga tem e principalmente o nome e o lugar que a bateria” Os Tinguerreiros” se encontram hoje. Esse é o principal desafio, porque as comparações existem e vão existir. O que eu tenho de idade é praticamente o que o Guto tinha de posto na frente da bateria, então a melhor resposta é seguir fazendo um bom trabalho, seguindo o caminho que foi trilhado até aqui e tendo o apoio da galera em geral, principalmente do mentor o Anderson Xilico, um cara que eu não tenho palavras pra descrever algo sobre. Criar uma identidade com a escola é uma das melhores coisas que tem e são mínimas: é amar o símbolo e respeitar tudo e todos que passam pela escola. Uma frase que eu aprendi e explica isso foi “As pessoas passam, o pavilhão fica”.



Tinguerreiros na Mostra de Sambas 2019. Foto: Tondy Guedes/TamuJuntoRS

Confraria: Quais os diferenciais das nossas baterias para escolas de outros Estados?


Elivélton: Sobre os nossos diferenciais, vamos comparar com as forças máximas do carnaval que são Rio e São Paulo: acredito que o pessoal das escolas dá mais apoio para as baterias do que aqui. Contudo, nossas baterias têm capacidade de quando ir a outro estado mostrar que as nossas do Sul também levam as coisas muito a sério.


Confraria: Qual a recomendação para quem tem o sonho de ser Mestre de Bateria de sua escola do coração?


Elivélton: Eu sempre fui mais de fazer o som com a galera, ajudar no que preciso... Jamais poderia imaginar que um mestre que me ensinou tudo e mais um pouco sairia da escola e eu iria ser chamado pra fazer parte do que chamamos de "Proteger o legado" da nossa identidade. Foram dois choques: a saída do Mestre Guto e o convite. Por alguns minutos me veio todo um passado e o pensamento de como seria o futuro de chegar e não ser mais a mesma coisa. Então por amar a escola e a bateria qual nela cresci e aprendi a amar somente o cisne eu topei esse super desafio. Hoje nossa bateria da Restinga não tem um mestre e sim diretores de bateria. Para quem tem um sonho em ser um Mestre de Bateria da escola que ama, o Respeito com todos os colegas dentro da escola, porque amanhã quando tu estiveres a frente será preciso de todos. Carinho, amor pelo que faz, humildade, responsabilidade, interesse, comprometimento e discernimento são os elementos x para que tu sejas visado por quem está como mestre e seu time de direção.


Confraria: Agora teremos a festa da Bateria. Faça o convite para toda a comunidade carnavalesca.


Elivélton: Queria deixar registrado meus agradecimentos ao citado Xilico, por ser esse cara sem palavras e que pôs muita coisa em jogo para ver a escola bem e me depositou a confiança Agradeço ao Presidente e a toda Direção da Escola, e em especial a Bateria: juntos somos mais fortes! Obrigado pelo acolhimento e por cada um que está apoiando desde o início esse novo ciclo. Alô comunidade do Samba, neste sábado dia teremos a tradicional Festa dos Tinguerreiros, atrações confirmadas: Areal do Futuro, Velha Guarda da Restinga, Samba Lelê, Imperadores do Samba, Bambas da Orgia e Imperatriz... Venha curtir conosco essa noite de carnaval! Tinga, teu povo te ama!



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